Povoação

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A ocupação da Bacia do Rio Doce, no início, foi lenta. Até pouco tempo, cerca de 70 anos, quase toda a extensão da Bacia ainda era uma região bravia, inexplorada e insalubre.

Os primeiros aventureiros subiram o Rio Doce, ainda no século XVI, atraídos pelas notícias de que havia ouro e pedras preciosas na região das cabeceiras do rio. A descoberta de ouro em áreas próximas aos locais onde estão as cidades de Ouro Preto e Mariana precipitou o chamado Ciclo do Ouro.

Em 1960, os trilhos da EFVM chegaram a Colatina, mas somente em 1916 foi transposto o rio da margem direita para esquerda, que só viria a ser ocupada após a construção da ponte de Colatina, em 1928. A partir de então, com o avanço dos trilhos da ferrovia Vitória/Minas, foram surgindo pequenas povoações e estações, como Itapina, Baixo Guandu, Aimorés e Itueta.

Algum tempo depois, ao final da II Guerra Mundial, em 1945, toda a região do Médio Rio Doce havia se desenvolvido bastante, principalmente devido à criação de um complexo siderúrgico.

Imigração

O fenômeno da imigração, principalmente de italianos e alemães, contribuiu decisivamente para o povoamento das diversas regiões da Bacia do Rio Doce, principalmente no Estado do Espírito Santo.

Em 1840, algumas famílias alemãs se estabeleceram no vale do Guandu. Depois disso, em 1875, 65 mil italianos chegaram ao Espírito Santo. Avançando para o interior eles atingiram o Vale de Santa Maria do Rio Doce, na região de Colatina, em 1891. Por ali ficaram algum tempo sem desbravar novas regiões, até que um evento deu novo impulso à conquista do interior e fez aumentar rapidamente a população de toda a Bacia do Rio Doce: a construção da Estrada de Ferro Vitória Minas, iniciada em 1903.

Fonte: Livro Rio Doce 500 anos

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