Representantes do CBH-Piranga se reúnem em Ponte Nova

24/02

Encontros realizados nos dias 15 e 16 de fevereiro debateram a divisão do território do Piranga em microbacias para otimizar a implementação dos programas.

O mês de fevereiro foi de muito trabalho para o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga (CBH-Piranga). Na segunda-feira (15), os membros da Câmara Técnica de Programas e Projetos (CTPP) se reuniram em Ponte Nova. Já na manhã de terça-feira (16) aconteceu o encontro da Câmara Técnica de Capacitação, Educação e Informação em Recursos Hídricos (CTCEI) e, na tarde do mesmo dia, os membros do CBH participaram da 11ª reunião ordinária, que contou com a participação de representantes da Samarco Mineradora, empresa responsável pela barragem de Fundão, em Mariana/MG, que se rompeu em novembro de 2015.

O plenário do comitê e a câmaras técnicas voltarão a se reunir nos dias 29 e 30 de março. Antes disso, no dia 26, haverá o encontro da CTPP com o diretor técnico do IBIO – AGB Doce, Fabiano Alves, para alinhar a proposta de revisão do Plano de Aplicação Plurianual (PAP – Doce) para o período entre 2016 e 2020.

Demandas prioritárias

Representantes do IBIO participaram da reunião com a CTPP para dar continuidade às discussões iniciadas no último encontro, realizado em janeiro. O objetivo foi elaborar, em conjunto, uma proposta de atualização do trabalho de identificação de demandas na bacia do Piranga. Flávio Pinheiro, representante do IBIO, destacou que a entidade tem como missão “articular os mais diversos setores, integrar seus esforços e viabilizar recursos que possibilitem a conservação da biodiversidade e a geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração florestal”.

Ele aproveitou a ocasião para apresentar o Programa de Disponibilidade Hídrica do IBIO e destacar a busca da entidade para a captação de recursos financeiros além daqueles arrecadados com cobrança pelo uso da água. A ideia é potencializar a implementação dos programas já iniciados pelo CBH.

Educação ambiental

Na reunião da CTCEI foi apresentada uma proposta de divisão do território do comitê em microbacias. O representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater), Marcelo Libaneo detalhou a proposta de trabalho para os próximos meses. “A ideia é gerenciar os 77 municípios da bacia do Piranga, para que a educação ambiental seja mais contextualizada com a realidade de cada microrregião”, disse.

O encontro também tratou do planejamento do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico (CISAB) da região central, ao qual caberá a tarefa de acompanhar a execução dos planos municipais de saneamento básico. “O CISAB também trabalha com os projetos que dão sequência aos planos. A ideia é enfatizar a importância do PMSB  para impedir que os municípios engavetem o plano. Queremos incentivar as prefeituras a buscar recursos para desenvolver as ações previstas no documento”, explicou Tânia  Duarte superintendente da entidade.

Planos emergenciais

O rompimento da barragem de Fundão atingiu os rios Carmo, Gualaxo e Doce. Por isso, representantes da Samarco compareceram à plenária para apresentar um plano emergencial que visa à recuperação das áreas afetadas pela lama. A reunião contou com a presença do secretário de meio ambiente de Mariana, Rodrigo Carneiro.

A mineradora informou que, após a tragédia, iniciou as ações voltadas para a reconstituição dos municípios atingidos, reflorestamento e, principalmente, contenção do sedimento. O coordenador de engenharia, Roberto Lúcio dos Santos, apresentou uma simulação do acidente e o mapeamento dos rios Gualaxo, Carmo e Doce. “Em um primeiro momento, pensamos que a barragem de Santarém também tinha sido afetada, porém, constatamos que ela foi calcada, ou seja, a lama passou por cima. As estruturas remanescentes da barragem de Fundão, por sua vez, sofreram com o impacto, por isso estamos trabalhando em sua recuperação”, explicou.

Dário Orlandini, representante da Agroflor, empresa contratada pela mineradora, informou o estágio em que se encontra o replantio nas áreas afetadas. Ele explicou que, para atender a um quantitativo tão grande em pouco tempo, mais de 120 pessoas trabalharam na recuperação de 250 hectares. “Trabalhamos de 18 de dezembro até 30 de janeiro. O objetivo foi dar força ao solo e fixar nitrogênio, além de transformar a paisagem das áreas destruídas”, disse. O plantio foi concentrado na região de Mariana, tendo em vista que a maior parte dos sedimentos ficou concentrada nos distritos do município.

Para finalizar, o engenheiro de projetos da Samarco, Bruno Fialho apresentou o plano de reconstituição do município de Barra Longa e do povoado de Gesteira, que foram parcialmente destruídos pela onda de lama. “A ideia é tentar fazer com que os pontos históricos fiquem idênticos ao que eram antes do acidente”, informou.

Reunião CTPP (15/02)

Reunião CTCEI (16/02)

Plenária CBH-Piranga (16/02)

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