Produtores rurais recebem recursos para execução de ações ambientais

07/06

Cerimônia marcará o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) a participantes de um arranjo entre CBHs capixabas do Rio Doce, Programa Reflorestar, TNC e IBIO para recuperação de nascentes e APPs

Uma cerimônia agendada para o dia 9 de junho, às 9h30, no Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Santa Teresa, marcará, por meio da entrega simbólica de cheques, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) a produtores rurais para compra de insumos que serão utilizados no cercamento de nascentes e adequação ambiental de propriedades participantes de um arranjo institucional firmado entre os Comitês de Bacia da porção capixaba do Rio Doce, Governo do Estado, The Nature Conservancy (TNC) e Instituto BioAtlântica (IBIO). A união de esforços resultará, num primeiro momento, em um aumento de mais de 700 hectares de cobertura florestal e na conservação e manutenção de florestas existentes em uma área superior a 1000 hectares, em 360 propriedades contempladas, nos municípios de Afonso Cláudio, Baixo Guandu, Brejetuba, Laranja da Terra, Santa Teresa, São Roque do Canaã, Governador Lindemberg, Rio Bananal, São Gabriel da Palha e Vila Valério. A expectativa é de que o valor a ser investido, considerando os recursos dos CBHs e do Programa Reflorestar, ultrapasse R$ 13 milhões.

Entenda a parceria

Cientes da importância da recuperação e conservação de nascentes para o aumento da disponibilidade hídrica e, consequentemente, diminuição dos impactos da estiagem nos cursos d’água, os CBHs dos rios Guandu, Santa Maria do Doce e Pontões e Lagoas do Rio Doce, em parceria com o Governo do Estado, a TNC e o IBIO, investirão na adequação ambiental de 600 propriedades rurais em dez municípios do Espírito Santo, pertencentes à porção capixaba da Bacia do Rio Doce.

Os Comitês de Bacia, com o apoio do IBIO e através do Programa de Recomposição de APPs e Nascentes (P52), investiram na contratação de empresa especializada na elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de projetos de plantio de espécies florestais para fins de conservação e/ou adoção de práticas rurais sustentáveis, que demandarão investimentos de cerca de R$ 950 mil – recurso oriundo da cobrança pelo uso recursos hídricos de domínio da União na bacia do Rio Doce.

O IBIO, responsável pela articulação dos atores e efetivação da parceria, também atuou, com o apoio da TNC, na identificação de áreas prioritárias e no suporte técnico. Já o Estado do Espírito Santo, por meio do Programa Reflorestar, custeará a compra de insumos para a adequação ambiental das propriedades e, após as intervenções, também será responsável pelo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que devem aportar aproximadamente R$ 12 milhões.

 

 

 

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