Nova diretoria do CBH-Doce é eleita

27/02

Reunião realizada em Governador Valadares também debateu a renovação do contrato de gestão firmado entre IBIO – AGB Doce e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

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Para eleger a nova diretoria executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce); esclarecer sobre o andamento da renovação do contrato de gestão, firmado entre o IBIO – AGB Doce e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM); e apresentar as ações referentes ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, membros do CBH-Doce se reuniram, no dia 23 de fevereiro, em Governador Valadares/MG. Participaram do encontro representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e do governo de Minas Gerais.

 Eleição

 Uma única chapa foi inscrita e eleita pela plenária. A diretoria executiva do colegiado passou a ser composta por Leonardo Deptulski (presidente), representante do poder público; Carlos Eduardo Silva (primeiro vice-presidente), também representante do poder público, e Gilse Olinda Moreira (segunda vice-presidente), para representar a sociedade civil. Assumiu o cargo de secretário executivo o representante dos usuários, Edson Valgas. Já para o cargo de primeiro secretário adjunto assumiu Senisi de Almeida Rocha, representante da sociedade civil e  como segundo secretário adjunto João Lages Neto, dos usuários. Eles cumprirão mandato até abril do próximo ano.

 Reeleito, Deptulski prometeu dar prosseguimento ao esforço realizado em favor da bacia do rio Doce, especialmente em razão da tragédia registrada em novembro passado. “Vamos dar continuidade aos trabalhos. No atual cenário, não podemos medir esforços para recuperar o rio”, disse. Silva, por sua vez, destacou a importância de tornar conhecido em todo o país o trabalho realizado pelo CBH-Doce em Minas e no Espírito Santo.

Gilse, que compõe o Comitê desde sua fundação, listou os eventos críticos enfrentados na bacia. “Além da seca e das fortes enchentes, temos hoje a missão de recuperar nossa bacia, após o desastre de Mariana. Para isso, contamos com o apoio de todos os comitês”.

Contrato de gestão

O encontro também serviu para que dúvidas sobre o contrato de gestão firmado entre IBIO-AGB Doce – entidade delegatária e equiparada às funções de agência de água da bacia – e o IGAM fossem esclarecidas. Coube ao representante do IGAM, Breno Esteves Lasmar, esclarecer sobre os trâmites referentes à renovação do contrato.

No dia 28 de março os representes dos CBHs mineiros voltarão a se reunir com o IGAM e o IBIO – AGB Doce para a apresentação do andamento das análises necessárias para realizar a renovação do contrato. “Todo esforço que estamos fazendo tem como objetivo alcançar um resultado favorável”, disse Lasmar.

Força Tarefa

Ainda durante o encontro, Breno Longobucco, representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana de Minas Gerais (SEDRU) enumerou as atividades realizadas pela Força Tarefa criada após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG. Ele apresentou uma avaliação dos efeitos e desdobramentos do rompimento da barragem, além de um diagnóstico dos danos ambientais, materiais e humanos.

“Recebemos das prefeituras de Mariana, Barra Longa, Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado um relatório com os prejuízos econômicos causados pelo acidente. São prejuízos relacionados à morte de animais e à perda de plantações, máquinas e equipamentos, além de danos causados a pequenos comerciantes, que totalizaram R$ 253.053.436,42”, informou Longobucco.

A Força Tarefa avaliou que o desastre afetou direta ou indiretamente mais de 311 mil pessoas que moram em municípios abastecidos pelo rio Doce ou que têm no manancial sua fonte de renda.

Ainda segundo o representante da SEDRU, o principal dano ambiental causado ao rio Doce se relaciona à qualidade da água. “Laudos apontam que a água bruta apresenta turbidez e características físico-químicas discrepantes dos padrões estipulados pelas normas. Além disso, houve o assoreamento drástico dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e de parte do rio Doce até a barragem de Candonga”, concluiu.

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