Município de Baixo Guandu é contemplado com o Programa de Convivência com as Cheias (P31)

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Na manhã desta quarta-feira (01), durante a 44º reunião ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu (CBH-Guandu), foram entregues aos representantes do município de Baixo Guandu os materiais do Programa de Convivência com as Cheias (P31).  O programa, desenvolvido com recursos da cobrança pelo uso da água, tem o objetivo de ajudar no monitoramento de enchentes, através de dados hidrométricos das estações fluviométricas e pluviométricas; registros da defesa civil; e acompanhamento da ocupação de áreas de risco por imagens de satélite. Na primeira etapa, 26 municípios da bacia do rio Doce foram contemplados, em um investimento superior a R$ 500 mil.

Além dos produtos adquiridos serem importantes para os próximos passos do P31, eles podem oferecer outros usos para os municípios, como possibilitar o monitoramento das expansões urbanas, identificar ocupações em áreas susceptíveis a inundações, mapear ruas, dentre outras finalidades, permitindo auxiliar no planejamento urbano para a provisão de infraestrutura e regulação do uso do espaço.

Entenda o programa

O programa tem foco no alerta contra inundações e redução de perdas humanas e econômicas devido às cheias. Ele prevê, a partir de ações estruturais e não estruturais, o acompanhamento e a previsão de eventos extremos, IMG_0035manutenção e ampliação do atual sistema de alerta para a população, estudos de viabilidade de intervenções estruturais e não estruturais que auxiliem na prevenção e redução dos efeitos das cheias, e ações de apoio à Defesa Civil na mitigação e enfrentamento das cheias.

O P31 apresenta ações em dois eixos: o primeiro eixo engloba ações destinadas ao aprimoramento do atual sistema de alerta, incluindo todas as iniciativas que possam auxiliar na previsão e antecipação dos eventos críticos, tais como implantação de novos pontos de monitoramento, radares e delimitação das cotas de enchentes. O segundo eixo é voltado para medidas que visam o aumento da infiltração em áreas urbanas; desassoreamento de cursos d’água; desocupação e proibição de ocupação de áreas inundáveis; recomposição da cobertura vegetal e controle da erosão; e, por fim, a educação ambiental. Também serão analisadas as opções e a viabilidade das intervenções estruturais do controle de cheias, tais como barragens e diques de proteção.

Reunião ordinária

Durante a plenária, que contou com a participação de membros do comitê e da comunidade, houve a aprovação das deliberações sobre o processo eleitoral para o mandato 2017 a 2020, além da apresentação do relatório de gestão de 2016 e apresentação e deliberação do plano de atividades para o ano de 2017. Saiba mais sobre a pauta da reunião: https://goo.gl/ERy5IK

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