Colatina é contemplada com Programa de Convivência com as Cheias (P31)

04/09

O município de Colatina contará, a partir de agora, com novos instrumentos de auxílio na construção de estratégias para monitoramento, enfrentamento e prevenção de cheias. Representantes da administração municipal receberão, na próxima terça-feira, 5 de setembro, às 08h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina, Marilândia e São Domingos Norte, produtos, como imagens de satélite de alta resolução, financiados pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), por meio do Programa de Convivência com as Cheias (P31). O programa, desenvolvido com recursos da cobrança pelo uso da água, tem o objetivo de ajudar no monitoramento de enchentes, através de dados hidrométricos das estações fluviométricas e pluviométricas; registros da defesa civil; e acompanhamento da ocupação de áreas de risco por imagens de satélite. Na primeira etapa, 26 municípios da Bacia do Rio Doce foram contemplados, em um investimento superior a R$ 500 mil.

Além dos produtos adquiridos serem importantes para os próximos passos do P31, eles podem oferecer outros usos para os municípios, como possibilitar o monitoramento das expansões urbanas, identificar ocupações em áreas susceptíveis a inundações, mapear ruas, dentre outras finalidades, permitindo auxiliar no planejamento urbano para a provisão de infraestrutura e regulação do uso do espaço.

Entenda o programa

O programa tem foco no alerta contra inundações e redução de perdas humanas e econômicas devido às cheias. Ele prevê, a partir de ações estruturais e não estruturais, o acompanhamento e a previsão de eventos extremos, manutenção e ampliação do atual sistema de alerta para a população, estudos de viabilidade de intervenções estruturais e não estruturais que auxiliem na prevenção e redução dos efeitos das cheias, e ações de apoio à Defesa Civil na mitigação e enfrentamento das cheias.

O P31 apresenta ações em dois eixos: o primeiro engloba atividades destinadas ao aprimoramento do atual sistema de alerta, incluindo todas as iniciativas que possam auxiliar na previsão e antecipação dos eventos críticos, tais como implantação de novos pontos de monitoramento, radares e delimitação das cotas de enchentes. O segundo eixo é voltado para medidas que visam o aumento da infiltração em áreas urbanas; desassoreamento de cursos d’água; desocupação e proibição de ocupação de áreas inundáveis; recomposição da cobertura vegetal e controle da erosão; e, por fim, a educação ambiental. Também serão analisadas as opções e a viabilidade das intervenções estruturais do controle de cheias, tais como barragens e diques de proteção.

 

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