Câmara Técnica de Capacitação, Informação e Mobilização Social (CTCI) do CBH-Doce se reúne em Governador Valadares

17/03

Encontro discutiu o Projeto Água, que vai produzir materiais didáticos para alunos de ensino médio e fundamental.

Membros da Câmara Técnica de Capacitação, Informação e Mobilização Social (CTCI), se reuniram na tarde da última quarta-feira (16), na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Doce (Ardoce), em Governador Valadares, para apresentação e discussão das ações referentes ao Projeto Água. A iniciativa, promovida pela Universidade do Leste de Minas (Unileste), compreende a confecção de materiais didáticos digitais voltados para conservação do Rio Doce e será distribuído a escolas de ensino médio e fundamental dos municípios inseridos na bacia.

Rio Doce na sala de aula

Representantes da Unileste participaram do encontro e apresentaram as propostas do Projeto “Águas de Minas Gerais”. De acordo com a pesquisadora e coordenadora do curso de Ciências Biológicas do Unileste, Isabela Crespo, o encontro teve como objetivo alinhar as ações planejadas no projeto  às propostas do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH Doce). “Trabalhar em parceria com o comitê tornará nosso projeto mais efetivo e assertivo, pois o  CBH-Doce conhece a realidade de todos os municípios que compõem a bacia”, explicou Crespo.

O Professor e pesquisador Marcos Vinicius Rodrigues explicou que o material didático vai manter o foco das discussões nos problemas relacionados ao manejo irregular das águas do Rio Doce, e completou: “não podemos focar no rio doce apenas com ações  relacionadas ao acidente de Mariana, temos que lembrar que a bacia já sofria com a crise hídrica e outros fatores”.

Outra ideia do programa é estimular e capacitar professores para atuar como investigadores e pesquisadores no ambiente da sala de aula. Para isso, serão desenvolvidos materiais de cunho humorístico para garantir a atenção dos alunos, além de um curta metragem, jogos educativos e um livro eletrônico.

Assinatura do Acordo de recuperação do Rio Doce

Outro ponto levantado durante reunião foi a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Samarco e o governo federal para as ações de recuperação da Bacia Hidrográfica após o acidente em Mariana.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga (CBH-Piranga), e  vice-presidente do CBH-Doce, Carlos Eduardo Silva, esteve na cerimônia de assinatura.  Ele explicou que, de acordo com o termo, deverão ser investidos mais de R$ 20 bilhões, ao longo de dez anos, em ações para a recuperação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais em toda a Bacia do Rio Doce. “Além desse valor, cerca de R$ 4 bilhões vão ser investidos, em 15 anos, em ações compensatórias para os 38 municípios da calha do Rio Doce, que foram afetados direta ou indiretamente pela lama de rejeitos”, lembrou Carlos Eduardo.

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